Streaming impulsiona mercado fonográfico do Brasil, que fatura R$ 3,95 bilhões e se torna 8° global

Digital impulsiona crescimento, mas gera preocupações sobre fraudes e inteligência artificial.

24/03/2026 11:50

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(Imagem de reprodução da internet).

Crescimento do Mercado Fonográfico Brasileiro

O mercado fonográfico no Brasil continua sua trajetória de crescimento, alcançando quase R$ 4 bilhões em arrecadação anual. Em 2025, o setor faturou R$ 3,958 bilhões, representando um aumento de 14,1% em comparação ao ano anterior, conforme relatório da Pro-Música Brasil. Esse desempenho fez com que o país subisse para a oitava posição no ranking global da IFPI, evidenciando uma evolução consistente nos últimos anos.

Impulsos do Mercado Digital

O crescimento é impulsionado principalmente pelo mercado digital, que se tornou o principal motor da indústria fonográfica. O streaming, por exemplo, gerou R$ 3,4 bilhões em receitas, com um crescimento de 13,2% nas receitas digitais. A ampliação da base de assinantes em plataformas de música destaca a importância do consumo online e a transformação estrutural do setor, que agora depende majoritariamente da distribuição digital para seu crescimento. Mesmo as vendas físicas, embora representem menos de 1% do total, mostraram um aumento de 25,6%, impulsionado pelo vinil.

Papel das Gravadoras

O desempenho positivo do mercado também reflete a importância das gravadoras, que permanecem como um pilar central do ecossistema musical. Essas empresas têm aumentado seus investimentos na descoberta de novos talentos, produção de conteúdo e estratégias de distribuição, fortalecendo a conexão entre artistas e suas audiências em um ambiente cada vez mais digital. O modelo de negócios baseado em parcerias com criadores é considerado essencial para sustentar a expansão acima da média global observada no Brasil nos últimos cinco anos.

Desafios do Crescimento Digital

Apesar do crescimento acelerado do mercado digital, novos desafios surgem, especialmente com o avanço da inteligência artificial. A indústria fonográfica expressa preocupações sobre o uso não autorizado de obras musicais para treinar sistemas de IA generativa, o que levanta questões sobre direitos autorais e a remuneração dos artistas. A prática de “mineração” de dados, quando feita sem transparência ou consentimento, é vista como uma ameaça ao modelo de investimento que sustenta a criação musical.

Fraudes e Combate no Streaming

Outro aspecto preocupante é a fraude em plataformas de streaming, que se tornou mais comum com o uso de ferramentas automatizadas. Esquemas que utilizam bots para gerar reproduções artificiais desviam receitas e distorcem a distribuição de direitos autorais, prejudicando artistas e produtores legítimos. A Pro-Música Brasil intensificou o combate a essas práticas, resultando no fechamento de mais de 130 sites de manipulação de streaming nos últimos anos, com 60 deles apenas em 2025. Uma decisão judicial também bloqueou a maior plataforma internacional dedicada à venda de engajamento artificial, marcando um avanço no enfrentamento desse tipo de fraude.

Perspectivas Futuras

Paulo Rosa, presidente da Pro-Música Brasil, ressalta que o crescimento de 14,1% no Brasil supera a média global de 6,4% no mesmo período, alinhando-se ao desempenho da América Latina, que lidera a expansão do setor no mundo. Ele enfatiza que esse cenário não apenas destaca o potencial do mercado digital, mas também a necessidade de atualização regulatória em face das novas tecnologias emergentes.

Fonte por: Convergencia Digital

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