Telebras busca parcerias para competir com Starlink e aguarda aprovação do governo para novo SGDC
“Presidente Hermano Albuquerque destaca a importância da soberania e controle dos dados pelo governo.”
Telebras busca parcerias para expandir conectividade no Brasil
A Telebras está em processo de formação de parcerias com operadores de satélites em órbita baixa, visando aumentar a oferta de conectividade no Brasil e competir no mercado governamental com a Starlink. O presidente da estatal, Hermano Albuquerque, revelou que a empresa está em negociações e testes com pelo menos quatro fornecedores internacionais.
Parcerias e inovações no setor satelital
Essa iniciativa ocorre em um momento de transformação global no setor de satélites, caracterizada pela expansão de constelações em baixa órbita. A Telebras já estabeleceu uma parceria com a SES e está realizando testes com a empresa chinesa SpaceSail. Além disso, mantém conversas com a canadense Telesat e firmou acordos com a espanhola Hispasat. Uma das parcerias já está em operação, com a Telebras fornecendo serviços ao ICMBio através da infraestrutura satelital da SES.
Preocupações com a soberania dos dados
Hermano Albuquerque enfatizou a importância de que o governo utilize soluções que garantam a soberania e o controle dos dados. Ele destacou que a Telebras se posiciona como um facilitador para que o governo escolha soluções que assegurem governança e soberania, diferenciando-se de outros players do mercado.
Desenvolvimento de novo satélite geoestacionário
A estatal também está avaliando a substituição do atual satélite geoestacionário brasileiro, que possui uma vida útil estimada de mais seis a sete anos. A proposta em análise inclui o desenvolvimento de um novo satélite focado em comunicações estratégicas e de defesa, além de aplicações civis.
Investimentos e propostas em discussão
Albuquerque mencionou que já existem três ou quatro propostas sendo discutidas com o Ministério das Comunicações, o Ministério da Defesa e a Casa Civil. Ele acredita que até o final do ano, o governo brasileiro tomará uma decisão sobre a construção de um novo satélite geoestacionário, com investimentos que podem variar de US$ 100 milhões a US$ 350 milhões, dependendo da capacidade e da infraestrutura necessária.
Importância do satélite geoestacionário
O presidente da Telebras ressaltou que as diferenças entre os modelos tecnológicos são significativas. Enquanto os satélites geoestacionários permanecem fixos sobre o território nacional, garantindo maior controle sobre o tráfego de dados, as constelações de baixa órbita podem dificultar a governança das informações. Ele destacou que a soberania dos dados é mais facilmente garantida com satélites geoestacionários, que permitem controle total sobre o tráfego de informações.
A Telebras abordará esses e outros temas no Fórum Telebras Conecta, que ocorrerá em 29 de abril, em Brasília, organizado pela Network Eventos. O evento oferece inscrições gratuitas para servidores públicos.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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