TIM busca reinventar o papel das operadoras na era da IA
TIM cria vice-presidência focada em B2B, sinalizando transformação na telecomunicação na era da inteligência artificial com Fabio Costa.
Transformação da TIM com Foco em B2B
A criação de uma vice-presidência dedicada ao B2B na TIM representa uma mudança significativa na abordagem da empresa em relação ao setor de telecomunicações, especialmente na era da inteligência artificial (IA). Essa transformação vai além de uma simples reestruturação organizacional, refletindo uma nova visão sobre o papel das telecomunicações no mercado atual.
Fabio Costa, ex-CEO da Salesforce no Brasil, lidera essa nova estrutura e traz uma perspectiva inovadora para a TIM. Ele acredita que a separação entre telecomunicações e tecnologia já não faz sentido, pois a empresa não se encaixa mais nas definições tradicionais de operadora ou prestadora de serviços. O foco agora é na execução prática dessa transformação.
Estratégia Baseada em Cinco Motores de Crescimento
De acordo com Costa, a estratégia da TIM envolve uma reorganização do portfólio, que agora se baseia em cinco “motores” de crescimento. Essa abordagem visa a transição de uma lógica de produtos para uma lógica de soluções integradas.
- Os dois primeiros motores são conectividade e internet das coisas (IoT).
- O terceiro motor surge com a recente aquisição da V8.Tech, que adiciona uma camada de transformação digital.
- O quarto motor conecta telecomunicações ao avanço da IA, focando na “IA do mundo real”, que opera com dados em tempo real.
- O quinto motor transforma a TIM em uma empresa de dados, utilizando a coleta de informações para gerar valor direto ao cliente.
Reestruturação do B2B como Motor de Crescimento
A TIM não está sozinha nessa mudança; o B2B está se consolidando como o principal vetor de crescimento para as operadoras em todo o mundo. No Brasil, a pressão sobre as margens no B2C torna essa transição ainda mais urgente. Costa destaca que, embora a TIM tenha uma base sólida no B2C, o crescimento real está no setor corporativo.
Para isso, a empresa está mudando sua abordagem, organizando equipes por indústria em vez de por produto. A nova lógica envolve resolver problemas específicos de setores como agro, logística e cidades, em vez de simplesmente vender conectividade.
Aquisição da V8 e Modelo Híbrido
A aquisição da V8 é um elemento crucial nessa transformação, pois traz à TIM capacidades que não eram parte do seu DNA, como serviços avançados de cloud e analytics. Essa integração cria um modelo híbrido que combina infraestrutura e serviços, algo que antes era domínio exclusivo das grandes empresas de tecnologia.
Entretanto, essa convergência também traz complexidade. Costa compara a situação a um quebra-cabeça, onde as mesmas peças podem formar diferentes imagens, exigindo flexibilidade e capacidade de execução.
IA do Mundo Real e Aplicações Práticas
A estratégia da TIM já está se concretizando em aplicações de IoT e cidades inteligentes. A empresa opera milhares de pontos de iluminação pública conectados e veículos monitorados em tempo real, criando uma camada de inteligência urbana.
Essas aplicações demonstram a diferença entre IA baseada em linguagem e IA operacional, que toma decisões em tempo real. A infraestrutura, antes vista como invisível, agora é fundamental para a coleta de dados, essencial para a implementação da IA.
Ambição de Crescimento e Desafios Futuros
Com uma visão de crescimento exponencial, a TIM busca se consolidar como uma empresa que opera na transmissão, coleta e interpretação de dados em larga escala, com a inteligência artificial como elemento central. O foco está em ajudar os clientes a utilizar dados e IA de maneira eficaz, enfrentando o desafio de transformar essa visão em realidade.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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