Transformação digital no campo demanda segurança de dados e infraestrutura forte

Mensuração de carbono no solo no agronegócio gera mercado de US$ 100 bi e aumenta a demanda por cibersegurança, IoT e big data.

03/03/2026 10:30

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Imagem representando medição de carbono no solo no agronegócio e...

Transformação Digital no Agronegócio Brasileiro

A digitalização do agronegócio no Brasil, impulsionada por tecnologias de mensuração de carbono no solo, está criando um mercado estimado em US$ 100 bilhões até 2030. Essa transformação demanda uma infraestrutura de dados robusta, sistemas de rastreabilidade e soluções de cibersegurança para proteger informações sensíveis sobre a produção agrícola e métricas ambientais.

Déficit de Carbono e Oportunidades Tecnológicas

O Brasil enfrenta um déficit de 1,4 bilhão de toneladas de carbono na camada superficial do solo, resultante da conversão de vegetação nativa. Esse déficit representa uma oportunidade econômica significativa, pois a recuperação desse estoque exige práticas sustentáveis e monitoramento constante. O uso de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) cresceu de 2 milhões para 17,4 milhões de hectares desde 2005, com a meta de alcançar 30 milhões até 2030.

Cada hectare monitorado gera dados valiosos sobre a composição do solo e métricas de sequestro de carbono, o que requer uma infraestrutura de big data e soluções de armazenamento em nuvem para gerenciar o volume de informações geradas.

Desafios da Digitalização Agrícola

A mensuração de carbono no solo envolve diversas tecnologias digitais, como sensoriamento remoto, LIDAR e inteligência artificial. O Programa PRO Carbono Commodities, desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Bayer, exemplifica a complexidade dessa integração, permitindo a rastreabilidade da pegada de carbono dos produtos agrícolas. No entanto, cada etapa dessa cadeia apresenta potenciais vulnerabilidades cibernéticas.

Informações sensíveis, como localização de propriedades e práticas agrícolas, são cruciais para a competitividade do mercado. Um vazamento de dados pode comprometer estratégias comerciais e impactar negociações de créditos de carbono. A implementação de blockchain para registro e comercialização desses créditos adiciona uma camada de complexidade, exigindo expertise em segurança digital.

Internet das Coisas e Monitoramento em Tempo Real

A adoção da Internet das Coisas (IoT) está crescendo no monitoramento de carbono no solo. Sensores em propriedades rurais coletam dados em tempo real sobre variáveis do solo, mas a segurança desses dispositivos é um desafio, especialmente em áreas remotas. A integração entre sensores, plataformas de análise em nuvem e sistemas de gestão agrícola é essencial para garantir a proteção dos dados.

Protocolos de comunicação seguros e criptografia são fundamentais para proteger as informações durante todo o processo de coleta e análise.

Oportunidades para o Setor de Tecnologia da Informação

A transformação digital no agronegócio está criando uma demanda crescente por soluções tecnológicas especializadas. Empresas de tecnologia têm a chance de desenvolver plataformas de gestão de dados, sistemas de rastreabilidade e soluções de cibersegurança adaptadas ao setor agrícola. O potencial de US$ 100 bilhões em créditos de carbono até 2030 representa uma oportunidade não apenas para os produtores, mas também para os fornecedores de tecnologia que apoiam essa economia.

Com a crescente rigidez das regulamentações ambientais e a consolidação dos mercados de carbono, a demanda por infraestrutura digital segura e robusta deve aumentar. Para os executivos de TI, compreender essa dinâmica é crucial para identificar oportunidades de negócios e antecipar as necessidades dos clientes no agronegócio.

Fonte por: Its Show

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