UFG e FAPEG desenvolvem planta móvel para transformar resíduos em bioinsumos
UFG e FAPEG criam planta móvel que converte resíduos agroindustriais em energia e bioinsumos, operando continuamente e com versão solar off-grid.
Tecnologia da UFG transforma resíduos em energia e bioinsumos
Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), com apoio da FAPEG, estão desenvolvendo uma planta-conceito que utiliza a carbonização hidrotérmica para converter resíduos agroindustriais em energia e bioinsumos. Este projeto visa uma operação contínua, incluindo uma versão off-grid que utiliza energia solar, e combina química de processo com operação remota, promovendo a automação e novos requisitos de cibersegurança em ambientes industriais distribuídos.
Carbonização hidrotérmica e suas implicações na cadeia de valor
A carbonização hidrotérmica é o núcleo do projeto, permitindo a transformação de resíduos em hidrocarvão e bio-óleo, com aplicações tanto energéticas quanto agrícolas. A proposta inclui um módulo móvel que pode reduzir custos logísticos, aproximando o processamento das áreas geradoras de resíduos, o que reflete uma tendência de descentralização no agronegócio.
Essa abordagem resulta em um ecossistema com mais pontos de operação, aumentando a gestão de ativos e a segurança, mesmo em áreas com conectividade limitada.
Detalhes do projeto: edital, prazo e investimento
O projeto foi selecionado no edital FAPEG/SGG nº 25/2025, dentro do programa Goiás Mais Energia Rural, com um investimento de R$ 400 mil para viabilizar a pesquisa e o desenvolvimento do protótipo. A duração da pesquisa está prevista para até 24 meses, com conclusão esperada para o final de 2027, o que indica um foco em pesquisa e desenvolvimento com direcionamento para aplicação prática.
Impacto na automação e gestão de dados para TI
Para líderes de TI e OT, a implementação de plantas móveis e unidades off-grid requer um sistema robusto de sensores, controle de processos e telemetria para garantir a operação estável. Isso gera um novo fluxo de dados em locais remotos, onde a energia e a conectividade podem ser limitadas.
Com a operação em áreas fora do perímetro tradicional, a governança de TI se torna crucial, exigindo um planejamento cuidadoso para inventário, atualizações e gestão de identidades, tornando a TI parte essencial da eficiência operacional.
Desafios de cibersegurança em ambientes industriais distribuídos
O avanço do projeto traz à tona a necessidade de abordar a cibersegurança em ambientes industriais, onde a multiplicação de “ilhas” de operação pode gerar riscos significativos. A operação contínua e a mobilidade exigem atenção especial a aspectos como segmentação, controle de acesso e monitoramento de incidentes, especialmente em ativos que operam fora da proteção de firewalls corporativos.
Empresas do setor agroindustrial devem considerar que, embora a ampliação de bioinsumos e energia a partir de resíduos traga benefícios, é fundamental integrar a segurança da informação e TI desde o início para mitigar riscos operacionais e garantir a resiliência em ambientes remotos.
Fonte por: Its Show
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real