Usuários do Brasil processam WhatsApp por violar criptografia em conversas

Ação judicial nos EUA envolve usuários da Austrália, México e África do Sul, acusando Meta de violação de privacidade.

28/01/2026 15:00

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(Imagem de reprodução da internet).

Ação Judicial Contra a Meta por Alegações de Privacidade do WhatsApp

Um grupo internacional de usuários processou a Meta, acusando a empresa de fazer declarações enganosas sobre a privacidade e segurança do WhatsApp. A ação foi protocolada em 23 de janeiro no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em San Francisco, questionando a eficácia da criptografia de ponta a ponta, um dos principais pontos de marketing do aplicativo.

Criptografia de Ponta a Ponta em Questão

Desde 2016, a Meta promove o WhatsApp como um serviço onde apenas o remetente e o destinatário têm acesso ao conteúdo das mensagens, sem possibilidade de leitura pela empresa. A interface do aplicativo afirma que “apenas as pessoas neste chat podem ler, ouvir ou compartilhar” o conteúdo, e que essa criptografia está ativada por padrão. O sistema de criptografia do WhatsApp é baseado no protocolo Signal, amplamente reconhecido por sua segurança.

Acusações de Acesso Não Autorizado

Os autores da ação, que incluem usuários de países como Brasil, Austrália, Índia, México e África do Sul, alegam que as informações fornecidas pela Meta são falsas. De acordo com a petição, a Meta e o WhatsApp “armazenam, analisam e conseguem acessar virtualmente todas as comunicações supostamente privadas dos usuários”, o que, segundo eles, configura uma fraude que afeta bilhões de pessoas globalmente. A queixa menciona que denúncias de informantes ajudaram a expor esse suposto acesso, embora não revele a identidade dessas fontes.

Resposta da Meta às Acusações

A Meta refutou as alegações, classificando a ação como “frívola”. Em uma declaração enviada por e-mail, o porta-voz Andy Stone afirmou que “qualquer alegação de que as mensagens do WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda”. Ele ressaltou que o aplicativo utiliza criptografia de ponta a ponta com o protocolo Signal há dez anos e que a empresa pretende buscar sanções contra os advogados dos autores. Os representantes legais dos usuários solicitaram que o caso seja tratado como uma ação coletiva.

Considerações Finais

A disputa legal entre os usuários e a Meta destaca preocupações contínuas sobre a privacidade digital e a segurança das comunicações online. O desfecho desse processo pode ter implicações significativas para a forma como as empresas de tecnologia abordam a privacidade e a segurança de seus serviços.

Fonte por: Convergencia Digital

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