Vida útil do satélite brasileiro se aproxima do fim; futuro do segundo satélite estatal em discussão

“O SGDC precisa de soluções para os próximos seis anos”, afirma o ministro das Comunicações Frederico Siqueira Filho.

21/01/2026 16:10

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(Imagem de reprodução da internet).

Futuro do Programa Satelital Brasileiro em 2026

O Ministério das Comunicações está determinado a definir o futuro do programa satelital brasileiro até 2026, especialmente com a aproximação do fim da vida útil do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O ministro Frederico de Siqueira Filho enfatizou a necessidade urgente de selecionar um novo satélite sob gestão nacional para garantir a continuidade da capacidade estratégica e tecnológica do Brasil.

Importância da Soberania Nacional

O ministro destacou que, para assegurar a soberania nacional, é fundamental ter um satélite próprio. O SGDC, lançado em 2017, está se aproximando do final de sua operação, e o governo está em diálogo com a Casa Civil para planejar o futuro do programa satelital. A expectativa é que, ainda este ano, uma decisão sobre a expansão do projeto seja tomada.

Discussões sobre a Nova Política Satelital

De acordo com Siqueira Filho, as discussões técnicas sugerem que a solução pode incluir um sistema híbrido de órbitas. Ele mencionou a importância de definir a capacidade, prazo de entrega, vida útil e custo do novo satélite. Um grupo de trabalho interministerial, que inclui representantes do Ministério da Defesa e da Casa Civil, está elaborando a nova política satelital, visando uma implementação antes do término das operações do SGDC.

Fortalecimento da Visiona e Critérios de Escolha

O fortalecimento da Visiona, empresa criada para desenvolver capacidades nacionais no setor espacial, é uma parte crucial da decisão sobre o novo modelo. O ministro ressaltou que a escolha levará em consideração a cobertura, o impacto social e o retorno estratégico. Ele acredita que, se o projeto for bem estruturado e gerar desenvolvimento e soberania, os recursos necessários estarão disponíveis.

Acompanhamento de Projetos Privados de Baixa Órbita

Além das discussões sobre um novo satélite geoestacionário, o governo também está monitorando o avanço de projetos privados de baixa órbita no Brasil. Um dos mais avançados é o da empresa chinesa SpaceSail, que firmou parceria com a Telebras e solicitou à Anatel a autorização para operar uma constelação de mais de seiscentos satélites no território brasileiro.

Os primeiros testes da SpaceSail no Brasil estão programados para começar em 2026, com atividades na região do Centro-Oeste e em São Paulo. O ministro informou que a empresa utilizará parte da infraestrutura da Telebras, embora não opere diretamente no Centro de Operações Espaciais Principal.

Fonte por: Convergencia Digital

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