Ascenty investe em data center voltado para IA e anuncia expansão de US$ 1,2 bilhão

Ascenty anuncia investimento de US$ 1,2 bilhão em infraestrutura de IA no Brasil
A Ascenty revelou um investimento de US$ 1,2 bilhão para expandir sua infraestrutura voltada à inteligência artificial no Brasil. O projeto inclui a construção de quatro novos data centers na região metropolitana de São Paulo, apoiados por contratos já firmados com empresas de tecnologia globais.
Esses novos empreendimentos terão uma capacidade total de 150 MW, representando 40% do total construído pela empresa em seus 15 anos de operação.
Detalhes do projeto Sumaré 3
O destaque do investimento é o Sumaré 3, que será a primeira instalação na América Latina projetada especificamente para suportar cargas de trabalho de inteligência artificial em larga escala. Com uma capacidade inicial de 90 MW, que pode ser expandida para mais 90 MW, o projeto contará com 48 mil metros quadrados de área construída.
O Sumaré 3 utilizará resfriamento líquido direto no chip em nível de rack, com uma arquitetura em circuito fechado que visa reduzir ou eliminar o consumo de água. Este projeto representa um investimento de US$ 350 milhões e está reservado para um único cliente, cuja identidade não foi divulgada. As obras começaram em março e a conclusão está prevista para o terceiro trimestre de 2027, gerando cerca de 600 empregos temporários e 120 permanentes.
Expansão no campus de Vinhedo
O campus de Vinhedo, que já opera desde 2019, também está em fase de expansão. A capacidade do Vinhedo 2 será aumentada de 50 MW para 80 MW, enquanto o Vinhedo 3, uma nova unidade com 80 MW dedicados a cargas de IA, está em construção. Outros dois projetos, Vinhedo 4 e Vinhedo 5, estão em desenvolvimento, totalizando cinco unidades de grande porte no campus.
Leia também
Junto com o Sumaré, Vinhedo compõe um corredor digital de alta capacidade na região de Campinas, que oferece energia, conectividade por fibra óptica e proximidade com a demanda corporativa de São Paulo. A Ascenty também planeja construir um sexto data center na cidade de São Paulo, com 20 MW voltados para clientes hyperscale e corporativos.
Desafios e oportunidades no setor
O CEO da Ascenty, Christopher Torto, destaca as vantagens estruturais do Brasil, mas também menciona limitações que podem frear o crescimento, como a alta carga tributária sobre produtos importados. Ele ressalta que, apesar do Brasil ter uma abundância de energia, a capacidade de transmissão ainda é um desafio significativo.
Além disso, conflitos geopolíticos e gargalos no transporte internacional têm impactado os prazos de construção, que passaram de nove meses para até dois anos. Torto também enfatiza a escolha de sistemas de resfriamento que não utilizam água, priorizando questões ambientais.
Expansão para o Nordeste e o projeto REDATA
Marcos Siqueira, CRO da Ascenty, menciona o potencial do Nordeste, que possui demanda crescente e é estratégico devido ao cabo submarino mais rápido do Brasil. A Ascenty já opera um data center em Fortaleza e possui 40 data centers em operação ou em construção na América Latina, todos interligados por uma rede de fibra óptica de 4.000 quilômetros.
Durante a coletiva, também foi discutido o projeto REDATA, que visa regular o setor de data centers. Os executivos acreditam que o atraso na aprovação do projeto diminui seu impacto ao longo do tempo, mas Siqueira defende sua importância para garantir investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e regulamentar questões ambientais.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real


