Brasil figura entre os países mais impactados por ransomware em 2026

Brasil é um dos dez países mais afetados por ransomware no primeiro trimestre de 2026, revela estudo da Check Point Software.

19/05/2026 13:10

3 min

Brasil figura entre os países mais impactados por ransomware em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil entre os principais alvos de ransomware em 2026

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil se destacou como um dos dez países mais afetados por ransomware, conforme um estudo da Check Point Software. O levantamento revelou que o país representou 2% das vítimas globais de ataques cibernéticos desse tipo.

O relatório, elaborado pela divisão de inteligência de ameaças da empresa, indica uma reorganização no mercado de ransomware, com a diminuição do número de grupos ativos, mas com um aumento na estrutura e capacidade de realizar operações em larga escala.

Durante o primeiro trimestre, 2.122 organizações tiveram seus dados expostos em plataformas de extorsão operadas por grupos de ransomware, o que representa o segundo maior número já registrado para esse período. Os dez principais grupos concentraram 71% das vítimas globais, evidenciando uma tendência de consolidação no cenário cibernético.

Aumento da frequência e organização dos ataques

O relatório destaca que os ataques de ransomware passaram a ocorrer de forma contínua, com ações recorrentes sustentadas por credenciais roubadas e acessos comprometidos. O grupo Qilin liderou as atividades globais, reivindicando 338 vítimas, enquanto o grupo The Gentlemen apresentou um crescimento significativo, passando de 40 para 166 vítimas no mesmo período.

O LockBit também voltou a ser relevante, retomando parte de suas operações após ações internacionais contra sua infraestrutura em 2024. Os pesquisadores notaram que os criminosos estão priorizando ambientes vulneráveis, ampliando a exposição de empresas fora dos setores tradicionalmente visados.

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Brasil e a crescente vulnerabilidade a ataques cibernéticos

Os Estados Unidos continuam sendo o principal alvo global, concentrando quase metade das vítimas. No entanto, o relatório aponta um aumento das operações criminosas na América Latina e na região Ásia-Pacífico. No Brasil, o LockBit tem se destacado em ataques direcionados, ampliando sua atuação após uma fase de enfraquecimento.

Setores como indústria, manufatura, saúde e serviços empresariais são os mais afetados, devido à alta dependência operacional e aos impactos causados por interrupções nos sistemas. Os ataques de ransomware estão cada vez mais concentrados em grupos com elevada capacidade operacional, o que aumenta significativamente o impacto financeiro e a interrupção das operações.

Medidas de prevenção para empresas

O relatório recomenda que as empresas reforcem seus controles de acesso, segmentação de rede e adotem estratégias de prevenção integradas. Muitos ataques têm origem em sistemas expostos à internet, serviços em nuvem vulneráveis ou acessos remotos comprometidos.

Modelos de segurança baseados em Zero Trust são destacados como eficazes para limitar a movimentação de invasores dentro das redes corporativas, reduzindo o impacto de credenciais comprometidas. Além disso, o monitoramento contínuo de vulnerabilidades e erros de configuração é essencial, uma vez que os ataques estão ocorrendo em uma velocidade crescente.

Phishing, roubo de credenciais e links maliciosos continuam sendo os principais vetores de entrada utilizados pelos grupos de ransomware, exigindo atenção redobrada das empresas para a proteção de seus dados e sistemas.

Fonte por: It Forum

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