Brasscom critica atraso no Redata: “Brasil perde trem-bala da oportunidade”

Oportunidade Perdida no Setor de Data Centers no Brasil
Affonso Nina, presidente-executivo da Brasscom, destacou a urgência na aprovação do Projeto de Lei nº 278/2026, que estabelece o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center). O projeto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado, tem como objetivo desonerar investimentos no setor, suspendendo impostos como IPI, PIS, Cofins e importação por um período de cinco anos.
Impactos da Atraso na Aprovação do Redata
Durante o Brasscom TecForum Pocket São Paulo, onde foi lançado o Relatório Setorial 2025, Nina alertou que cada mês sem a aprovação do Redata resulta em menos investimentos no Brasil. A Brasscom havia estimado, na época da proposta, um investimento de US$ 80 bilhões em data centers, valor que vem diminuindo com o tempo.
O relatório indica que, devido aos atrasos na aprovação do Redata e na redução do ICMS, as expectativas de investimento caíram de US$ 100 bilhões para cerca de US$ 80 bilhões, ou R$ 400 bilhões, até 2030. Além disso, a capacidade de megawatts deve aumentar de 1.340 MW em 2026 para 2.529 MW em 2030.
Consequências da Inação
Nina enfatizou que a falta de aprovação do Redata resulta em bilhões de dólares perdidos, com projetos sendo adiados ou transferidos para outros países. Ele ressaltou que a velocidade da aprovação é crucial para evitar a perda de oportunidades no setor.
Movimento pela Aprovação do Redata
Apesar dos desafios, Nina expressou otimismo quanto à aprovação do projeto. Um manifesto foi lançado, reunindo dez frentes parlamentares e 34 entidades do setor produtivo, exigindo a aprovação imediata do Redata e alertando sobre os riscos que a demora pode trazer aos investimentos. “O Redata não morreu; depende agora da decisão do Senado”, afirmou Nina.
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Expectativas Futuras para o Setor
O cenário ideal de investimentos, que era de R$ 500 bilhões (ou US$ 100 bilhões) até 2030, não parece mais viável, segundo Nina. A expectativa atual é de que os R$ 400 bilhões representem o máximo que o setor pode alcançar. O relatório da Brasscom detalha que desse total, R$ 299,5 bilhões seriam destinados a equipamentos, que são o foco dos incentivos fiscais, e R$ 99,8 bilhões para infraestrutura.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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