Carlos Baigorri, da Anatel, defende foco do Brasil em aplicações de IA

Desenvolvimento de Telecomunicações e Inteligência Artificial no Brasil
O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, destacou a importância de fechar a lacuna no uso das telecomunicações e posicionar o Brasil como um protagonista no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial até 2030. Durante sua participação no GSMA Digital Nation Summit, realizado em São Paulo, ele enfatizou que, após superar o desafio de expandir a rede de telecomunicações, o foco agora deve ser na criação de um modelo econômico e no desenvolvimento de soluções que garantam o acesso à internet para todos.
Crescimento da Conectividade no Brasil
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) — TICs, o Brasil registrou um aumento de 6,1 milhões de pessoas conectadas à internet nos últimos dois anos, alcançando 89,1% da população com 10 anos ou mais em 2024. Em comparação, em 2019, esse percentual era de 79,5%, e em 2016, apenas 66,1% dos brasileiros utilizavam a internet.
Desafios de Acesso à Internet
Apesar do aumento na conectividade, Baigorri questionou o motivo pelo qual algumas pessoas ainda não acessam o serviço. Ele observou que, embora a internet esteja disponível em muitas residências, algumas pessoas não contratam o serviço por falta de conhecimento sobre sua utilidade ou por acreditarem que não precisam dele. Essa falta de compreensão é um obstáculo significativo para a inclusão digital.
Desenvolvimento do 5G e Acessibilidade
Baigorri também abordou a necessidade de acesso a dispositivos 5G, que atualmente têm um custo elevado. Ele apontou que, apesar de 70% da população ainda não ter acesso ao 5G standalone, a maioria dos celulares vendidos é de 4G, devido ao seu preço mais acessível. O presidente da Anatel ressaltou que o principal desafio para a adoção do 5G no Brasil é o custo dos smartphones, e não a infraestrutura de telecomunicações.
Perspectivas para a Inteligência Artificial no Brasil
Em relação ao mercado de inteligência artificial, Baigorri acredita que o Brasil pode se destacar nas aplicações, mesmo que não seja competitivo em áreas como GPUs ou data centers. Ele argumentou que o valor real está nas aplicações que as pessoas utilizam, como serviços de streaming e e-commerce, e que a criatividade e o espírito empreendedor são essenciais para desenvolver soluções que atendam às necessidades da sociedade.
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Para que o Brasil se torne um player relevante no mercado de inteligência artificial, é fundamental desbloquear a criatividade e incentivar o desenvolvimento de aplicações que gerem valor. Com isso, o país poderá aproveitar seu potencial e se destacar no cenário global de tecnologia.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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