CEO da IBM alerta sobre o início da revolução da IA

IBM Think 2026: A Revolução da Inteligência Artificial
No evento IBM Think 2026, realizado entre 4 e 6 de maio em Boston, o CEO da IBM, Arvind Krishna, provocou a plateia com uma questão fundamental sobre o uso da inteligência artificial (IA) nas empresas. Ele questionou se a IA está sendo utilizada como um novo modelo operacional ou se está restrita a pequenos experimentos. Essa reflexão, segundo Krishna, é crucial para o futuro das organizações.
Krishna destacou que a IA transcende a tecnologia, sendo uma questão de transformação de negócios. Ele enfatizou que o foco não deve ser apenas no orçamento ou na equipe, mas sim na profundidade da integração da IA nos processos empresariais. O CEO alertou que muitas empresas ainda aplicam a IA de maneira limitada, buscando pequenos ganhos em eficiência, enquanto os processos centrais que geram receita permanecem inalterados.
Dados apresentados por Krishna revelam um descompasso preocupante: cerca de 80% dos executivos acreditam que a IA impactará significativamente a receita até 2030, mas apenas 20% sabem onde esse impacto ocorrerá. Além disso, 68% reconhecem que suas iniciativas podem falhar devido à falta de integração.
Um Novo Paradigma na Adoção da IA
Para ilustrar o momento atual, Krishna fez uma analogia com a evolução da computação e da internet. Ele afirmou que as empresas que redesenharam seus modelos de negócio durante essas revoluções prosperaram, enquanto as que não o fizeram ficaram para trás. Krishna definiu o presente como o “dia zero da revolução da IA”, enfatizando a urgência de agir agora para aproveitar as oportunidades que a tecnologia oferece.
Estudos indicam que a adoção da IA pode resultar em ganhos de produtividade de até 40% até o final da década. Krishna destacou que empresas que estão mais avançadas na adoção da IA conseguem um retorno sobre investimento até 150% maior do que aquelas que ainda estão em estágios iniciais.
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IA em Ação: Casos Práticos
Durante o evento, Krishna convidou executivos para compartilhar experiências sobre a aplicação da IA em suas empresas. Sami Al-Ajmi, da Saudi Aramco, destacou a importância de integrar a IA em escala industrial, revelando que a empresa não se limita a projetos piloto, mas utiliza a IA de forma prática e abrangente.
A Saudi Aramco gera cerca de 10 bilhões de pontos de dados diariamente e tem conseguido transformar esses dados em valor significativo, com mais de US$ 5 bilhões gerados por iniciativas tecnológicas, sendo mais da metade proveniente da IA. Al-Ajmi enfatizou que o foco deve ser na resolução de problemas de negócios, e não apenas na tecnologia em si.
Desafios na Transformação de Dados em Decisões
No setor de saúde, Serpil Erzurum, da Cleveland Clinic, abordou o paradoxo de ter uma abundância de dados, mas dificuldade em transformá-los em decisões eficazes. Ela destacou que a saúde representa cerca de um terço dos dados gerados globalmente, mas a aplicação desses dados é o verdadeiro desafio.
Um exemplo prático foi a melhoria no recrutamento para testes clínicos, onde a IA aumentou a eficiência, passando de 14 pacientes em três meses para 30 em uma única semana. Além disso, a Cleveland Clinic está avançando na pesquisa biomédica, utilizando computação quântica para simular moléculas complexas, o que pode acelerar a descoberta de novas terapias.
Erzurum concluiu que entender a estrutura das proteínas é essencial para desenvolver tratamentos eficazes, e a IA está começando a tornar isso prático, prometendo revolucionar a forma como as doenças são tratadas.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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