EUA escalam OpenAI, do ChatGPT, para vigilância em massa após recusa da Anthropic

Anthropic, de Claude.ai, rejeita uso de ferramenta e enfrenta problemas com o governo dos EUA; OpenAI aceita termos do Pentágono.

02/03/2026 17:20

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Acordo entre OpenAI e Pentágono em meio a impasse com Anthropic

O CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou um novo acordo com o Pentágono para o uso de suas tecnologias de inteligência artificial, em meio a um impasse com a empresa Anthropic. O governo dos Estados Unidos classificou a Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos, após a empresa se opor à vigilância doméstica em massa e ao uso de armas autônomas letais sem supervisão humana.

Defesa de Sam Altman e reações da indústria

Em suas redes sociais, Altman defendeu sua posição, afirmando que apoia a proibição da vigilância em massa e do uso de IA em armas autônomas. No entanto, sua declaração foi contestada por especialistas e membros da indústria de IA, especialmente considerando que a crise com a Anthropic surgiu exatamente pela recusa da empresa em ceder em questões semelhantes.

Implicações do acordo para o uso da tecnologia

Com o novo acordo, as Forças Armadas dos EUA poderão utilizar a tecnologia da OpenAI para atividades consideradas legalmente aceitáveis. Desde os atentados de 11 de setembro, a definição do que é “legal” foi ampliada, permitindo uma vigilância mais abrangente.

Diretrizes sobre armas autônomas

O contrato da OpenAI estabelece que sua tecnologia não será utilizada para operar armas autônomas de forma independente, a menos que haja controle humano, em conformidade com uma diretiva do Departamento de Defesa de 2023. Críticos, no entanto, afirmam que isso não cria novas restrições contratuais, enquanto a Anthropic defendia uma proibição mais rigorosa até que a tecnologia fosse considerada segura.

Reações do governo e consequências para a Anthropic

A Casa Branca deixou claro que não permitirá a interferência de empresas privadas nas operações militares. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o controle das Forças Armadas deve ser determinado pelo comandante-em-chefe e pelo povo americano, não por executivos de tecnologia. O ex-presidente Donald Trump também comentou que os militares não devem ser reféns das decisões da Big Tech.

Jeremy Lewin, ex-subsecretário na administração Trump, indicou que o acordo com a OpenAI foi um compromisso que a Anthropic rejeitou, resultando em consequências imediatas. Após a falha nas negociações, o Pentágono classificou a Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos, o que levou Trump a determinar que agências federais não utilizassem seus sistemas. A empresa planeja contestar essa decisão judicialmente.

Fonte por: Convergencia Digital

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real