Governo do Ceará responde críticas do IDEC e destaca excedente de 2.800 MW em energia renovável

Governo do Ceará Defende Lei sobre Data Centers
Em resposta às críticas do IDEC sobre a aprovação da Lei que regulamenta os Data Centers, o Governo do Estado do Ceará esclarece que essa legislação é um passo importante para transformar o estado em um hub tecnológico global. A aprovação do marco regulatório pela Assembleia Legislativa visa garantir a segurança jurídica necessária para atrair investimentos significativos.
Detalhes da Nova Legislação
Em comunicado enviado ao portal Convergência Digital, o governo cearense afirmou que a nova legislação foi elaborada com foco na eficiência administrativa e na proteção ambiental. O projeto estabelece diretrizes claras para o licenciamento, que varia conforme o porte do empreendimento, dividido em três categorias: Porte I (até 5 MW), com licenciamento prioritariamente municipal; Porte II (entre 5 MW e 50 MW); e Porte III (acima de 50 MW/Hyperscale), ambos sob a supervisão da Semace.
Infraestrutura Crítica e Investimentos
Segundo o governo, essa nova regulamentação atende à demanda por infraestrutura capaz de suportar cargas computacionais de Inteligência Artificial. Um exemplo é o megacomplexo da OMNIA/ByteDance (TikTok) no Pecém, que já conta com um investimento inicial estimado em R$ 16 bilhões, sendo R$ 12 bilhões destinados à infraestrutura física e R$ 4 bilhões em energias renováveis. Quando totalmente operacional, o investimento total pode chegar a R$ 200 bilhões.
Sustentabilidade e Recursos Naturais
O Governo do Ceará destaca que a sustentabilidade é um dos pilares da estratégia para os data centers. O projeto OMNIA, por exemplo, utiliza tecnologia de circuito fechado, reduzindo o consumo de água a apenas 20 m³/dia, o que representa menos de 50 residências. Além disso, o estado possui um excedente de 2.800 MW de energia renovável, permitindo que novas operações sejam realizadas sem sobrecarregar a rede pública.
Objetivos Futuros e Expansão Tecnológica
Por fim, a nota do governo ressalta que a estratégia vai além da Região Metropolitana de Fortaleza, que já conta com 16 cabos submarinos de conexão internacional. O objetivo é interiorizar a tecnologia, e para isso, a Etice planeja licitar seis pares de fibra óptica do Cinturão Digital do Ceará (CDC), que possui um backbone de 5.955 km, integrando a infraestrutura de dados aos polos de geração de energia limpa no interior do estado.
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Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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