Itaú participa de teste global da SWIFT para blockchain ledger

Itaú Participa de Piloto da SWIFT com Blockchain
O Itaú é o único banco brasileiro a integrar o projeto piloto da Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (SWIFT), que visa utilizar a tecnologia de blockchain para permitir pagamentos transfronteiriços com depósitos tokenizados, disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana.
Inovação e Interoperabilidade no Sistema Financeiro
De acordo com a SWIFT, este é o primeiro uso do ledger, um registro financeiro que rastreia a movimentação de ativos, desenvolvido em apenas nove meses com a colaboração de instituições financeiras globais. Essa inovação promete aumentar a interoperabilidade e a eficiência em um sistema que já movimenta um volume equivalente ao PIB mundial a cada dois ou três dias.
Outros Bancos Envolvidos no Projeto
Além do Itaú, outros bancos participantes incluem ANZ, BNP Paribas, BNY, Citi, DBS, First Abu Dhabi Bank, FirstRand Bank, HSBC, Lloyds Bank, Mashreq, MUFG, OCBC, Standard Chartered, UBS, UOB e Wells Fargo.
Desafios e Oportunidades para a SWIFT
A escolha do Itaú ocorre em um contexto onde a SWIFT é considerada “ultrapassada” por alguns, como Eric Trump, defensor das criptomoedas. A instituição acredita que a adoção de funcionalidades de blockchain permitirá sua evolução, mantendo a conformidade e a resiliência necessárias para os bancos tradicionais.
Perspectivas para as Stablecoins e o Banco Central
As stablecoins estão se tornando cada vez mais populares, com um relatório do Citi prevendo que até 2030 haja até US$ 4 trilhões em circulação, com transações comerciais anuais de US$ 100 trilhões. No Brasil, o Banco Central decidiu não utilizar blockchain para o Drex, sua moeda virtual, optando pelo Hyperledger Besu como infraestrutura após avaliar o ecossistema de tecnologia de registro distribuído.
Leia também
Em dezembro do ano passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou uma revisão do projeto, destacando que a arquitetura baseada na Ethereum Virtual Machine não atendeu aos requisitos de desempenho e segurança. O TCU também apontou que a tecnologia blockchain utilizada não demonstrou a capacidade necessária para atender às demandas do sistema financeiro.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real


