Se o Brasil regular tecnologia, ficará sempre em desvantagem

Disseminação de IA transforma operadoras em orquestradoras de serviços e cria novas oportunidades de monetização no setor de telecomunicações.

20/05/2026 11:40

3 min

Se o Brasil regular tecnologia, ficará sempre em desvantagem
(Imagem de reprodução da internet).

Debate sobre IA e Conectividade no Painel Telebrasil 2026

No Painel Telebrasil 2026, realizado em 19 de setembro, o painel intitulado “IA e conectividade: o que vem pela frente” reuniu líderes do setor de telecomunicações e órgãos reguladores. O foco das discussões foi o impacto transformador da Inteligência Artificial (IA) nas redes e modelos de negócios. Moderado por Claudia Viegas, da Ecoa Consultoria Econômica, o debate destacou a nova visão do setor, que se posiciona como um orquestrador de um ecossistema dinâmico, além de mero provedor de infraestrutura.

Regulação e Desafios da IA

A abertura das discussões foi feita por Carlos Baigorri, presidente da Anatel, que enfatizou a importância de uma regulação cautelosa para acompanhar a evolução da IA. Ele ressaltou que a Anatel está se preparando para essa transformação por meio de capacitação e debates com a academia, além de esperar um marco regulatório que traga diretrizes claras.

Baigorri também mencionou a relevância da Lei Geral das Telecomunicações como um exemplo de legislação que se mantém atual, mesmo após 30 anos. Para ele, a regulação deve focar em mercados e não em tecnologias específicas, evitando erros que possam comprometer a inovação.

O Papel das Operadoras

Ricardo Hobbs, vice-presidente da Vivo, destacou a posição estratégica das operadoras na captura de valor da IA. Ele defendeu a necessidade de segurança jurídica e equilíbrio nos investimentos em infraestrutura, mencionando a assimetria gerada pelas grandes empresas de tecnologia. Hobbs enfatizou que o setor deve encontrar maneiras de monetizar serviços relacionados à IA, corrigindo anomalias no mercado.

Orquestração e Inovação

Rodrigo Duclos, CDO da Claro, afirmou que as operadoras têm um papel fundamental na orquestração de novos serviços impulsionados pela IA. Ele alertou sobre os riscos de uma regulamentação excessiva, que poderia inibir a inovação e a criação de novos negócios. Duclos acredita que a indústria de telecomunicações pode se tornar um grande orquestrador de serviços, aproveitando as oportunidades que a IA oferece.

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Desafios Estruturais e Futuro da Conectividade

Os painelistas também abordaram questões estruturais, como a necessidade de políticas públicas para melhorar a infraestrutura no Brasil. Baigorri defendeu que o Estado deve evitar regulamentações que atrasem o setor, permitindo que o mercado se autorregule. Hobbs mencionou problemas crônicos, como a falta de cobertura em rodovias, que precisam ser resolvidos antes de avançar na infraestrutura necessária para a IA.

Duclos e Diego Aguiar, da Qualcomm, discutiram a importância da experimentação e da liberdade para inovar. Aguiar destacou a mudança na unidade de medida do setor, que está se deslocando de voz e dados para tokens, o que pode transformar o futuro da conectividade. Baeta, da Nokia, previu que a próxima fase será o 6G, que integrará a IA nativa, aproveitando as oportunidades que surgirão com a evolução das tecnologias.

Fonte por: Convergencia Digital

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