Segurança da informação: Integração entre físico e digital com IA é essencial

Fórum Telebras Conecta Debate Segurança da Informação
O painel “Além dos Bits: Protegendo a Essência Física e Digital da Informação” foi um dos destaques do Fórum Telebras Conecta, realizado em Brasília. O evento, organizado pela Network Eventos, abordou a integração entre segurança física e digital, a governança de dados e os desafios impostos pela inteligência artificial.
Conceitos de Segurança Física e Lógica
Durante o painel, Alexandro de Paula, auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ressaltou que segurança física e lógica são conceitos distintos, mas que devem ser tratados de forma integrada. Ele exemplificou com situações cotidianas, como o abandono de documentos em papel e computadores desbloqueados, que evidenciam falhas em diferentes níveis de proteção. A recente legislação, como a Lei Geral de Proteção de Dados, unificou a responsabilidade das organizações em relação a vazamentos físicos e digitais.
De Paula também destacou a importância do princípio da minimização de dados, sugerindo que as instituições devem coletar apenas as informações essenciais para suas operações. Ele enfatizou que quanto mais dados uma organização possui, maior é sua responsabilidade em relação a eles.
Desafios na Preservação de Documentos Digitais
Alessandro Queiroz abordou a visão limitada de muitas organizações sobre a guarda de documentos digitais. Ele argumentou que tratar dados apenas como backup de TI é insuficiente e defendeu a implementação de políticas de preservação digital que sigam normas arquivísticas. Queiroz alertou que sem um ambiente adequado, as instituições correm o risco de perder não apenas documentos, mas também sua história.
Ameaças Cibernéticas e Identidades Digitais
Vitor Brixi discutiu a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas e a importância das identidades digitais. Ele destacou que a segurança começa com a conscientização dos usuários, mas também envolve desafios complexos com o uso da inteligência artificial. Brixi mencionou a emergência de “identidades quase humanas”, representadas por agentes de IA, que exigem o uso de inteligência artificial para se proteger contra ataques automatizados.
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Prioridade na Proteção de Dados Sensíveis
Miquéias Adson enfatizou a necessidade de priorização de dados conforme a atividade de cada organização. Ele apontou que setores como saúde lidam com informações sensíveis, muitas vezes em formato físico, aumentando os riscos de segurança. Adson relatou o uso de inteligência artificial para monitorar o acesso a áreas críticas, combinando vigilância tradicional com análise comportamental.
Conclusão sobre Governança da Informação
Adson também alertou sobre os riscos do uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. O compartilhamento de dados sensíveis com plataformas externas pode comprometer a governança da informação. Ele defendeu que as organizações desenvolvam ambientes seguros para o uso dessas tecnologias, destacando que o usuário continua sendo o ponto mais vulnerável na segurança da informação.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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