Trabalhadores do Grupo Oi alertam sobre colapso de serviços e abandono de funcionários

Carta Aberta da FENATTEL, FITRATELP e FITT LIVRE pede ações urgentes das autoridades para proteger direitos dos trabalhadores em telecomunicações.

09/07/2026 10:50

3 min

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Federações Sindicais Alertam sobre Crise do Grupo Oi

As Federações Sindicais dos Trabalhadores em Telecomunicações — FENATTEL, FITRATELP e FITT LIVRE —, que representam 28 sindicatos e mais de 1,5 milhão de trabalhadores do setor, enviaram uma Carta Aberta ao Governo no dia 8 de julho. O documento expressa preocupação com a grave crise enfrentada pelo Grupo Oi e suas empresas, incluindo Oi S.A., SEREDE, Tahto e Oi Service. As autoridades que receberam a carta incluem o Ministro das Comunicações, o Ministro do Trabalho e Emprego, e o presidente da Anatel.

Riscos à Sociedade e aos Trabalhadores

A carta destaca o risco iminente de colapso de serviços essenciais, especialmente nas localidades onde a Oi é a única operadora de telecomunicações. Isso inclui a possibilidade de interrupção de mais de 20 números de emergência, como 190 e 192, além de serviços críticos como o SUS e o Bolsa Família. Os sindicatos enfatizam a necessidade de ação imediata do Poder Público para proteger os direitos trabalhistas dos milhares de funcionários da SEREDE, que aguardam soluções para suas demandas.

Denúncia de Abandono de Trabalhadores

Os sindicatos denunciam a possibilidade de repetição do cenário catastrófico enfrentado pelos empregados da SEREDE, onde disputas corporativas resultaram no abandono de 5 mil trabalhadores sem receber suas verbas rescisórias. A Carta Aberta ressalta que os trabalhadores da Oi S.A., Tahto e Oi Service não podem ser deixados à mercê de um desamparo semelhante, e que a situação dos trabalhadores da SEREDE deve ser integrada nas discussões sobre a crise.

Propostas para Solução da Crise

O documento solicita a intervenção do Governo Federal e apresenta uma série de sugestões para mitigar a crise do Grupo Oi:

  • Reconhecimento da Unidade Econômica: É essencial que as empresas do grupo sejam tratadas como uma unidade econômica, considerando sua gestão e operação compartilhadas ao longo dos anos.
  • Retomada do Controle Profissional: A ociosidade dos trabalhadores deve ser encerrada, e a gestão da empresa deve ser retomada por credores e acionistas capazes de reestruturar as operações.
  • Garantia dos Direitos Trabalhistas: Em caso de desligamentos, as rescisões devem ser realizadas de forma legal e transparente, assegurando o pagamento imediato das verbas devidas.
  • Transparência nos Procedimentos Concursais: Medidas devem ser adotadas para garantir tratamento igualitário a todos os trabalhadores, com processos auditáveis e padronizados.
  • Preservação do Patrimônio: O patrimônio da Oi deve ser protegido contra a dilapidação, servindo para a recuperação da empresa e a quitação de passivos.
  • Processo Legal Racional: Se a falência for inevitável, que ocorra de forma ordenada, respeitando a prioridade dos créditos trabalhistas.
  • Proteção de Serviços Sociais: A Oi desempenha um papel crucial em comunidades carentes, e sua interrupção afetará serviços essenciais, como o Bolsa Família e atendimentos de emergência.

Conclusão

A situação do Grupo Oi exige atenção urgente do Governo e ações efetivas para proteger tanto os trabalhadores quanto os serviços essenciais à sociedade. A Carta Aberta das Federações Sindicais é um apelo por justiça e responsabilidade na gestão da crise, visando garantir os direitos dos trabalhadores e a continuidade dos serviços prestados à população.

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Fonte por: Convergencia Digital

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