ANATI afirma que soberania digital no governo depende de analistas em tecnologia da informação

Escassez de Analistas de Tecnologia da Informação Ameaça Soberania Digital
A Associação Nacional de Analistas de Tecnologia da Informação (ANATI) alerta que a falta de profissionais na área compromete a soberania digital do Brasil. A declaração vem em resposta a um parecer do Tribunal de Contas da União, que destacou a escassez de Analistas de Tecnologia da Informação (ATIs) no governo federal e os riscos associados à prestação de serviços digitais.
Responsabilidades e Desafios da Carreira de ATI
A ANATI aponta que a Secretaria de Gestão de Pessoas, vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação, é a principal responsável pela escassez de ATIs. A reestruturação da carreira proposta pelo governo Lula não considerou estudos de cargos semelhantes na administração pública, resultando em salários defasados e falta de atratividade para os profissionais. Atualmente, os ATIs atuam em mais de 250 órgãos públicos e gerenciam um orçamento de pelo menos R$ 8 bilhões.
Consequências da Falta de ATIs
O presidente da ANATI, Luiz Alexandre, enfatiza que a ausência de ATIs compromete a qualidade da gestão e a fiscalização de TI, criando oportunidades para a corrupção. Ele ressalta que os ATIs são fundamentais para garantir a segurança da informação e a interoperabilidade entre os órgãos federais, essenciais para a transformação digital do Estado.
Desafios na Contratação e Formação de Novos ATIs
Embora o governo tenha anunciado um aumento de 100% nos salários e a abertura de novas vagas para ATIs em 2025, Luiz Alexandre critica essas medidas como enganosas. Ele relata que, apesar de mais de 1200 candidatos terem sido contatados, apenas uma fração completou o curso de formação e assumiu os cargos. O êxodo de profissionais em busca de melhores condições de trabalho continua a ser uma preocupação.
Propostas para Melhorar a Situação dos ATIs
Uma solução sugerida pela ANATI é equiparar os salários dos ATIs aos de carreiras de executivos de TI em instituições como o IPEA e o Banco Central, onde os salários iniciais variam de R$ 20 mil a R$ 40 mil. Em contraste, os ATIs começam com R$ 11 mil e, após 20 anos, podem alcançar R$ 21 mil. A ANATI considera essa disparidade um fator que contribui para o fracasso na atração de novos profissionais.
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Luiz Alexandre lamenta que apenas 30% dos aprovados no concurso tenham aceitado as condições atuais para a carreira de ATI. Ele critica a falta de diálogo da Ministra Esther Dweck com a categoria, ressaltando a importância dos ATIs na construção da soberania digital do país, enquanto observa que a ministra se reúne com outras associações e sindicatos.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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