Ciberataques dominam os principais riscos corporativos no Brasil em 2026

Ciberataques dominam riscos empresariais no Brasil em 2026; 315 bilhões de tentativas registradas em 2025. Confira os dados e impactos.

18/05/2026 19:40

4 min

Ciberataques dominam os principais riscos corporativos no Brasil em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

O Crescente Desafio da Cibersegurança no Brasil

Em 2025, o Brasil registrou 315 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, representando 84% das investidas na América Latina. Um estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (IBEF-PR) aponta que, em 2026, os ciberataques se tornaram a principal preocupação para as empresas brasileiras, superando instabilidades econômicas e crises políticas. Um terço das organizações nacionais relatou perdas superiores a US$ 1 milhão nos últimos três anos.

O Tamanho Real do Problema

Os dados são alarmantes: cerca de 33% das empresas brasileiras enfrentaram perdas de pelo menos US$ 1 milhão devido a ciberataques nos últimos três anos, conforme a PwC Digital Trust Insights 2025. O custo médio global por incidente atingiu US$ 3,32 milhões no mesmo período.

Além disso, as organizações da América Latina sofreram, em média, 3.065 ataques por semana em 2025, um aumento de 26% em relação ao ano anterior, segundo o Check Point Research. O tempo médio para explorar vulnerabilidades caiu drasticamente, passando de mais de quatro dias para entre 24 e 48 horas, evidenciando a agilidade dos criminosos em comparação com as defesas das empresas.

Entre as grandes empresas brasileiras, 80% relataram pelo menos uma tentativa de ciberataque nos últimos 12 meses. De acordo com uma pesquisa da Logicalis, 55% dessas empresas sofreram danos materiais, e 84% delas pagaram resgates para recuperar dados sequestrados, conforme relatório da Cohesity.

Inteligência Artificial e a Evolução das Ameaças

A sofisticação dos ataques cibernéticos é uma preocupação crescente, especialmente com o uso de inteligência artificial por criminosos. Essa tecnologia está sendo utilizada para criar malwares adaptativos, realizar campanhas de phishing mais precisas e desenvolver deepfakes para fraudes executivas. Além disso, ataques de IA poisoning comprometem modelos de aprendizado de máquina utilizados pelas próprias empresas.

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Um estudo da PwC revela que 68% dos líderes brasileiros acreditam que tecnologias emergentes, como a IA generativa, estão ampliando a superfície de ataque das organizações. Apesar disso, 85% das empresas aumentaram seus investimentos em IA generativa nos últimos 12 meses, criando novas vulnerabilidades enquanto buscam eficiência.

Dados da Netskope Threat Labs de 2026 indicam que 64% das violações de políticas de dados relacionadas a aplicações de IA generativa no Brasil envolvem informações sensíveis ou reguladas, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais madura em segurança.

A Resposta da Liderança Corporativa

A consciência sobre os riscos cibernéticos está presente nas altas esferas das organizações. Sessenta e cinco por cento dos líderes de tecnologia e 46% dos líderes de negócios no Brasil consideram os riscos cibernéticos uma prioridade crítica. No entanto, apenas 2% das organizações globalmente implementaram ações de resiliência em cibersegurança de forma integral, segundo a PwC.

A discrepância entre a percepção do problema e a ação efetiva é preocupante. Setenta e três por cento das empresas brasileiras ainda não possuem seguros contra riscos cibernéticos, conforme o ESET Security Report 2025. Em um cenário onde um único incidente pode resultar em perdas milionárias, a falta de cobertura representa uma exposição financeira significativa e muitas vezes irreversível.

Crescimento do Mercado de Cibersegurança

A pressão sobre o setor de cibersegurança está gerando um crescimento expressivo. O mercado brasileiro de cibersegurança é estimado em US$ 3,7 bilhões para 2026, com um crescimento anual superior a 10%. Essa demanda está impulsionando a adoção de arquiteturas Zero Trust, Centros de Operações de Segurança de nova geração (NG-SOC) e plataformas de inteligência de ameaças em tempo real.

Profissionais especializados em cibersegurança tornaram-se ativos estratégicos escassos, e empresas de TI que antes atuavam apenas em suporte operacional agora desempenham papéis centrais nas decisões de negócios. Essa transformação é uma das mudanças mais significativas que o setor corporativo brasileiro enfrenta nesta década.

No âmbito regulatório, a LGPD e a PEC de Segurança Cibernética reforçam a necessidade de conformidade contínua, com sanções crescentes para empresas que negligenciarem a proteção de dados. Essa pressão legal exige que conselhos e diretorias tratem a segurança não apenas como um custo, mas como um investimento essencial.

Fonte por: Its Show

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