D2D avança com 5G e garante comunicação ininterrupta em qualquer lugar

Kevin Cohen, vice-presidente de D2D da Viasat, destaca que parcerias com operadoras de telecom são essenciais para a expansão do Direct to Device.

29/04/2026 15:50

3 min

D2D avança com 5G e garante comunicação ininterrupta em qualquer lugar
(Imagem de reprodução da internet).

Avanços na Conectividade Direta entre Dispositivos e Satélites

A conectividade direta entre dispositivos e satélites, conhecida como Direct to Device (D2D), promete expandir a cobertura de telecomunicações no Brasil, criando novas oportunidades em setores como transporte, defesa e internet das coisas. Essa análise foi apresentada por Kevin Cohen, vice-presidente de desenvolvimento de negócios D2D da Viasat, durante o Fórum Telebras Conecta, realizado em Brasília.

Transformações na Comunicação via Satélite

De acordo com Cohen, a principal inovação do D2D é a comunicação direta entre celulares e dispositivos IoT com satélites, eliminando a necessidade de antenas dedicadas. Com o avanço tecnológico e a integração dessa funcionalidade em chipsets e smartphones, a tecnologia começa a se tornar comercialmente viável após anos de desenvolvimento no 3GPP.

Expansão da Conectividade em Áreas Remotas

O modelo D2D permite levar conectividade a regiões remotas e sem cobertura terrestre. No Brasil, onde apenas 19% do território é coberto por sinal celular, a solução via satélite se apresenta como uma alternativa viável para áreas rurais, rodovias e localidades isoladas. Cohen enfatizou que agora qualquer lugar no Brasil pode ter acesso à conexão via satélite.

Integração de Tecnologias e Mercado

O D2D representa uma evolução dos serviços móveis por satélite, que antes eram limitados a dispositivos específicos e caros. Com a padronização aberta, a expectativa é que smartphones e dispositivos conectados operem de forma híbrida, alternando entre redes terrestres e satelitais conforme a disponibilidade de sinal. Equipamentos compatíveis com as novas versões de padrões, como 5G, já estão começando a chegar ao mercado.

Desafios e Oportunidades para a Implementação do D2D

Para a implementação em larga escala do D2D, Cohen destacou a importância de parcerias com operadoras móveis, que serão responsáveis pela oferta dos serviços ao consumidor final, em um modelo semelhante ao roaming. Além disso, são necessários investimentos em infraestrutura, como estações terrestres, e a atuação de operadoras satelitais com espectro dedicado.

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Ele mencionou a criação da empresa Equitis, que visa construir uma infraestrutura baseada em satélites de órbita baixa (LEO), permitindo que operadoras utilizem essa estrutura para oferecer serviços e ampliar o alcance das redes. Cohen também destacou aplicações estratégicas para o Brasil, como comunicação em desastres, operações de defesa e conectividade para aviação e navegação marítima.

Perspectivas Futuras para a Infraestrutura Satelital Brasileira

Cohen apontou que a evolução da infraestrutura satelital no Brasil pode trazer soluções mais flexíveis e de menor custo em comparação a projetos anteriores, como o SGDC. A proposta inclui satélites com capacidade ajustável conforme a demanda regional, atendendo tanto áreas urbanas quanto remotas e rotas marítimas.

Para ele, a combinação de redes terrestres e satelitais pode redefinir o conceito de cobertura, proporcionando conectividade contínua em praticamente todo o território. Com o D2D, as lacunas de cobertura começam a ser eliminadas, melhorando a experiência de comunicação para todos os usuários.

Fonte por: Convergencia Digital

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