IA conquista 61% do capital de risco mundial e muda a corrida por inovação

Em 2025, 61% do capital de risco global, equivalente a US$ 258,7 bilhões, foi investido em startups de inteligência artificial, revela a OCDE.

20/05/2026 10:30

3 min

IA conquista 61% do capital de risco mundial e muda a corrida por inovação
(Imagem de reprodução da internet).

Transformação do Capital de Risco em 2025

Em 2025, o capital de risco global passou por uma mudança significativa, com 61% dos investimentos em startups direcionados a empresas de inteligência artificial. Isso representa um total de US$ 258,7 bilhões de um montante global de US$ 427,1 bilhões, conforme análise da OCDE. Esse crescimento é notável, especialmente em comparação com 2022, quando a IA correspondia a apenas 30% dos investimentos globais.

A participação da inteligência artificial no capital de risco dobrou em três anos. Igor Mazaki, CEO da Plug and Play Brazil, destaca que essa tendência indica uma transformação estrutural no papel da IA na economia digital, evidenciando um deslocamento claro de capital para uma infraestrutura tecnológica que se tornou essencial em todos os setores.

Setores em Destaque no Investimento em IA

O segmento que mais atrai investimentos é o de infraestrutura, com empresas de TI e hospedagem para IA recebendo US$ 109,3 bilhões apenas em 2025. Data centers, poder computacional e redes de armazenamento se tornaram fundamentais para a cadeia de IA, servindo como alicerces estratégicos.

Apesar do crescimento, Mazaki alerta para os riscos associados a essa concentração de capital. Ele enfatiza que um ecossistema saudável deve equilibrar a concentração da base computacional com uma camada superior diversificada de aplicações, evitando que novos entrantes tenham dificuldades em acessar poder computacional de forma competitiva.

Valor na Cadeia de IA

Atualmente, o valor na cadeia de IA é distribuído em três camadas: infraestrutura, modelos fundacionais e aplicações. O capital está se movendo fortemente em direção às duas primeiras camadas, mas Mazaki acredita que a captura econômica de longo prazo se consolidará nas aplicações verticalizadas, que são integradas a setores específicos como saúde, indústria e agronegócio.

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Ele também aponta dois erros comuns no mercado: a superestimação da diferenciação sustentável de modelos isolados, que tende à commoditização, e a subestimação das empresas que incorporam IA em processos operacionais reais. A verdadeira vantagem competitiva estará em redefinir processos inteiros com a IA, não apenas em treinar modelos isolados.

Brasil: Oportunidades e Desafios

No contexto global, o Brasil apresenta uma posição única. Embora não seja um polo de infraestrutura de IA, possui ativos valiosos, como diversidade de dados e mercados complexos. Mazaki acredita que a maior oportunidade do Brasil reside em desenvolver aplicações adaptadas à realidade local e em modelos treinados com dados contextualmente relevantes, ainda pouco explorados no cenário global.

IA Invisível e Criação de Valor

Um erro frequente entre investidores é tratar a IA como uma única tese homogênea. Mazaki observa que muitos ainda buscam “o próximo modelo fundacional”, enquanto a maior parte da criação de valor já está se deslocando para a camada de aplicação e integração.

A tese subestimada atualmente é a “IA invisível”, que se refere a sistemas onde a inteligência artificial não é um produto visível, mas sim uma infraestrutura integrada em processos críticos de negócios, como automação de decisões e reconfiguração de cadeias produtivas.

Fonte por: It Forum

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