IA nas empresas: estratégias para preservar o conhecimento das equipes

Inteligência Artificial no Agronegócio: Desafios e Oportunidades
A inteligência artificial (IA) se apresenta como uma aliada e um desafio em setores onde a experiência é tão valiosa quanto a tecnologia. Este tema foi debatido em um painel no IT Forum Na Mata, com a participação de Anderson Thiago Amorim, gerente operacional do Sicoob, e Lucas Passos, CIO da uisa.
Um exemplo discutido foi a aplicação de IA na produção de açúcar, onde cada operador utilizava um sistema que calculava a produção. No entanto, o verdadeiro desafio reside na cultura organizacional, especialmente no agronegócio, onde profissionais com décadas de experiência relutam em abrir espaço para novas tecnologias.
Desafios da Formação Profissional na Era Digital
Um dos obstáculos enfrentados é a resistência de profissionais experientes em aceitar a tecnologia. Por outro lado, há o risco de profissionais júnior entregarem resultados sem compreender os processos subjacentes. Amorim destacou que muitos desses profissionais são tratados como sêniores, quando, na verdade, a IA é quem está gerando os resultados.
A preocupação é que essa geração, ao enfrentar problemas complexos, não saiba como agir sem a ajuda da tecnologia. É essencial promover a inovação, mas também garantir que os colaboradores saibam operar sem depender dela.
Passos mencionou que a adaptação digital pode dividir as equipes, onde alguns buscam crescimento e outros não. Amorim acrescentou que a responsabilidade pela adaptação não deve recair apenas sobre os colaboradores, enfatizando a importância de programas de estudo e requalificação.
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Na uisa, a solução para a digitalização foi integrar profissionais de TI às áreas de negócio, permitindo uma melhor compreensão das demandas e necessidades.
Inovação com Propósito
Os palestrantes concordaram que a inovação não deve ser um fim em si mesma. Amorim ressaltou a importância de demonstrar resultados e resolver problemas reais dos clientes. Inovar apenas para ser pioneiro não é suficiente.
Dados da pesquisa “State of AI in the Enterprise”, da Deloitte, mostram que 42% das empresas brasileiras utilizam IA para mudanças estruturais, superando a média global de 34%. Os executivos alertam para a necessidade de um direcionamento claro para evitar a dependência excessiva da tecnologia.
Passos também destacou a dimensão social da inovação, afirmando que projetos devem gerar benefícios para a comunidade local, além de resultados para as empresas.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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