79% da capacidade global de data centers enfrenta riscos climáticos elevados

Riscos Climáticos e a Infraestrutura Digital
A rápida expansão da infraestrutura digital global trouxe à tona uma nova preocupação para empresas e investidores: os riscos climáticos que afetam os data centers. Um estudo da First Street revelou que 79% da capacidade mundial desses centros está situada em áreas vulneráveis a eventos climáticos extremos, como inundações e incêndios florestais. Essa realidade exige uma reavaliação na construção, operação e análise financeira desses ativos nos próximos anos.
Com a crescente demanda por serviços de cloud computing e inteligência artificial, a localização dos data centers se torna crucial. A pressão por eficiência e resiliência impacta diretamente os custos operacionais e o retorno sobre investimentos, tornando a análise climática um fator essencial na tomada de decisões.
Impacto dos Riscos Climáticos na Estratégia de Data Centers
O levantamento indica que, além dos riscos agudos, 54% da capacidade global de data centers está em regiões expostas a riscos climáticos crônicos, como calor extremo e seca. Esses fatores podem aumentar o consumo de energia e os custos operacionais, alterando a lógica de avaliação de novos projetos. A exposição climática agora deve ser considerada em pé de igualdade com outros critérios, como conectividade e incentivos locais.
A escolha do local para instalação de data centers é uma decisão de longo prazo, com impactos que podem durar décadas. Em regiões quentes, por exemplo, os custos com resfriamento podem aumentar significativamente, enquanto áreas com escassez hídrica enfrentam restrições operacionais. Assim, a localização torna-se um fator determinante para a continuidade dos serviços.
Exposição Regional a Riscos Climáticos
A pesquisa destaca diferenças regionais significativas. Na Ásia-Pacífico, 89% da capacidade instalada está exposta a riscos climáticos crônicos, enquanto nas Américas essa proporção é de 50% e na região EMEA, 46%. Mercados com menor exposição a eventos severos podem se tornar mais competitivos, especialmente se combinarem energia estável e políticas favoráveis.
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Regiões como Northern Virginia e Johor estão entre as mais vulneráveis, enquanto os mercados nórdicos se destacam por sua baixa exposição, aumentando sua atratividade para novos investimentos em data centers resilientes.
A Demanda por Inteligência Artificial e Seus Efeitos
A ascensão da inteligência artificial (IA) intensifica a necessidade de data centers de alta densidade, que exigem mais energia e soluções de resfriamento eficientes. Os riscos climáticos, portanto, não são apenas uma preocupação ambiental, mas impactam diretamente o planejamento financeiro e a continuidade dos negócios.
Empresas que dependem de serviços em nuvem e operações em tempo real precisam considerar a resiliência da infraestrutura de terceiros. A localização dos data centers e as estratégias de adaptação climática dos provedores são fatores que influenciam as decisões de TI, além de preço e capacidade contratada.
Novas Perspectivas para Investidores
A análise da First Street destaca que muitos investidores ainda utilizam dados históricos para avaliar o setor, o que pode resultar em subestimação de custos futuros. Mercados com menor risco climático podem oferecer maior previsibilidade operacional, enquanto regiões vulneráveis exigem investimentos adicionais em segurança e infraestrutura.
Assim, a resiliência climática passa a ser um diferencial competitivo, levando operadores e investidores a ampliar a due diligence climática antes de firmar novos contratos ou iniciar projetos. Avaliações de risco físico e disponibilidade hídrica devem ser integradas nas análises de viabilidade.
Conclusão: A Importância da Resiliência Climática
A expansão da infraestrutura digital deve ser acompanhada de um planejamento ambiental e eficiência energética. Os riscos climáticos em data centers já influenciam custos, seguros e a performance dos ativos. Com a economia cada vez mais dependente de dados e serviços digitais, a resiliência climática se tornará um dos principais critérios de competitividade no mercado global.
Empresas que incorporarem esses fatores em suas decisões estarão mais preparadas para enfrentar desafios e garantir a continuidade de suas operações em um cenário climático instável.
Fonte por: Its Show
Autor(a):
Redação
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