Jorge Messias, AGU: Controle humano na IA é essencial para a independência tecnológica do Brasil

Ministro da AGU assina Política de Proteção de Dados Pessoais em conformidade com a LGPD.

15/06/2026 15:40

3 min

Jorge Messias, AGU: Controle humano na IA é essencial para a independência tecnológica do Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da AGU alerta sobre dependência tecnológica no Brasil

No 3º Fórum de Transformação Digital da Advocacia Pública, realizado em Brasília, o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, destacou os riscos da dependência tecnológica do Brasil. Ele enfatizou a necessidade de o país optar entre continuar dependente de tecnologia estrangeira ou investir em soluções nacionais. Messias afirmou que não se pode permitir que dados de mais de 200 milhões de brasileiros sejam controlados por empresas estrangeiras sem considerar a ética algorítmica.

Desafios geopolíticos e o poder dos algoritmos

Messias ressaltou que o controle dos algoritmos está concentrado em poucas empresas, o que representa um risco geopolítico significativo. Ele citou a recente decisão de Donald Trump de restringir o acesso ao Claude, uma ferramenta de IA, como um exemplo da urgência dessa reflexão. Apesar dos desafios, o ministro mencionou a iniciativa da IA do Iplan Rio como um avanço promissor na utilização de tecnologia nacional.

Inteligência Artificial e ética algorítmica

O ministro reafirmou a importância da Inteligência Artificial como uma tecnologia que deve ser utilizada com responsabilidade, destacando que o controle humano sobre essas ferramentas é essencial. Durante o evento, Messias assinou a Política de Proteção de Dados Pessoais da AGU, alinhando-se à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Ele alertou que, com o aumento do uso de dados, é fundamental ter cuidado redobrado com a ética algorítmica, já que decisões podem ser influenciadas por viés sem que se perceba.

Super Sapiens e investimentos em tecnologia

O ministro também apresentou o Super Sapiens, uma ferramenta de automação desenvolvida pela AGU, expressando o desejo de compartilhar essa tecnologia com outros órgãos públicos. Messias destacou que a AGU tem investido significativamente em tecnologia nos últimos três anos, e o Super Sapiens é um exemplo do compromisso com a integração de dados e a governança responsável. O objetivo é garantir que a advocacia pública atue de forma eficaz na entrega de direitos ao cidadão.

Conclusão sobre a transformação digital na advocacia pública

A participação de Jorge Messias no fórum evidencia a urgência de uma reflexão sobre a dependência tecnológica do Brasil e a importância de investir em soluções nacionais. A ética algorítmica e o controle humano sobre a tecnologia são fundamentais para garantir que os dados dos cidadãos sejam utilizados de maneira responsável e transparente. O avanço de ferramentas como o Super Sapiens representa um passo importante na modernização da advocacia pública e na promoção de um federalismo colaborativo.

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Fonte por: Convergencia Digital

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