Soberania em cibersegurança requer coordenação em nível nacional

Autoridade Nacional deve ser criada para evitar burocracia e garantir eficiência no processo.

02/07/2026 11:50

2 min

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2º Encontro Nacional de TIC do Sistema S discute cibersegurança

Durante a semana da audiência pública no Congresso Nacional sobre o marco legal da cibersegurança, ocorreu o 2º Encontro Nacional de TIC do Sistema S, promovido pela Network Eventos. O evento abordou temas como governança digital e segurança da informação, destacando a necessidade de centralização de decisões e a regulamentação da segurança no ciberespaço por um único órgão governamental. Especialistas concordaram que o Brasil deve avançar na coordenação das políticas de segurança cibernética para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas.

Perspectivas sobre regulamentação e fiscalização

Lucas Albuquerque, diretor da Sea Tecnologia, enfatizou que a discussão sobre regulamentação é importante, mas deve incluir mecanismos de fiscalização eficazes. Ele afirmou que “não adianta apenas regulamentar se não houver fiscalização”. Rodrigo Haidar, gerente global de pré-vendas da Segura, também apoiou a iniciativa, desde que não aumente a burocracia, ressaltando que uma autoridade pode ser benéfica se não engessar os processos tecnológicos.

Diretrizes claras para a cibersegurança

Julio Signorini, CTO da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), destacou a importância de estabelecer diretrizes claras para as instituições públicas. Ele afirmou que é essencial ter um direcionamento sobre a soberania em cibersegurança no Brasil, com uma estratégia nacional alinhada aos órgãos de segurança. Marcelo Stella, gerente de Novos Negócios da Telebras, sugeriu que uma estrutura integrada poderia correlacionar informações de diferentes órgãos públicos, promovendo um avanço significativo na segurança cibernética.

Integração e boas práticas na governança

Marcelo Azeredo Cornélio, diretor-presidente do Prodest e vice-presidente de Inovação da ABEP-TIC, afirmou que um órgão que consolide informações e ofereça um modelo a ser seguido facilitaria a adoção de boas práticas pelos órgãos públicos. Tiago Iahn, superintendente de Segurança da Informação do Serpro, ressaltou que a principal contribuição de uma autoridade seria coordenar as políticas nacionais, integrando regras e diretrizes para uma governança mais eficiente, evitando a produção de normas difíceis de implementar.

Conclusão sobre a necessidade de uma autoridade em cibersegurança

A discussão sobre a criação de um órgão centralizador para a cibersegurança no Brasil é fundamental para fortalecer a governança e melhorar a coordenação das políticas de segurança. A integração de informações e a adoção de boas práticas são passos essenciais para enfrentar os desafios da segurança cibernética no país.

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Fonte por: Convergencia Digital

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