IA sem controle aumenta o risco de vazamento de dados no setor público

Adoção de Inteligência Artificial na Segurança da Informação no Setor Público
A implementação de inteligência artificial (IA) na segurança da informação no setor público é essencial devido ao aumento do volume de dados. No entanto, essa adoção requer governança, planejamento e controle rigoroso em toda a cadeia de uso da informação. Essa foi a principal conclusão do painel “Como Garantir a Segurança da Informação Utilizando a IA nas Organizações Públicas”, realizado no Fórum Telebras Conecta, em Brasília.
Desafios da Adoção de Novas Tecnologias
O professor Pedro Brom, do Instituto Federal de Brasília, apontou que a adoção de novas tecnologias no setor público é mais lenta em comparação com a iniciativa privada, devido à necessidade de seguir normas e processos internos. Ele alertou que a introdução de IA sem métricas claras de avaliação pode representar riscos significativos, enfatizando a importância de definir como os resultados serão mensurados antes da implementação.
Complexidade dos Ambientes Tecnológicos
A crescente complexidade dos ambientes tecnológicos é um desafio importante. Felipe Casali, gerente de engenharia de soluções da Perforce/Delphix, destacou que a migração de sistemas legados para plataformas modernas, aliada ao uso de IA, dificulta a identificação e proteção de dados sensíveis. Ele sugeriu o uso de técnicas como mascaramento de dados para preservar características estatísticas sem expor informações reais.
Inteligência Artificial na Defesa Cibernética
Jean Champeval ressaltou que a IA se tornou indispensável na defesa cibernética, dado o volume de eventos de segurança que podem ocorrer diariamente. Ele explicou que a IA ajuda a filtrar falsos positivos e a identificar ameaças reais, mas também é utilizada por atacantes, criando uma constante corrida entre defesa e ofensiva. “Se não usarmos IA para nos defender, ela será usada contra nós”, alertou.
Definição de Objetivos e Integração da Segurança da Informação
Marcos Ballestero, diretor da Ligo Cloud – Sago Global, destacou a importância de definir claramente os objetivos do uso da IA no setor público. Antes de implementar agentes inteligentes, é fundamental entender quais processos e serviços serão impactados e qual valor será entregue ao cidadão. A falta de clareza pode resultar em implementações ineficientes.
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Rodrigo Piloni enfatizou que a segurança da informação com IA deve ser abordada de forma integrada, abrangendo desde a coleta até a análise e apresentação dos dados. Ele ressaltou que o governo precisa de dados confiáveis e seguros para tomar decisões, e que a proteção deve incluir toda a cadeia de manipulação das informações.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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