Liderança e cultura de dados impulsionam transformação digital em cases de RH no IT Forum Na Mata

Integração entre tecnologia e gestão de pessoas se torna estrutura de governança no IT Forum Na Mata RH em Itapevi, SP.

30/06/2026 14:00

4 min

Na Mata RH
Na Mata RH

Integração de Tecnologia e Gestão de Pessoas em Foco

A união entre tecnologia e gestão de pessoas deixou de ser uma mera tendência e se consolidou como uma estrutura essencial nas empresas. Essa temática foi abordada em duas apresentações no IT Forum Na Mata RH, realizado em Itapevi, São Paulo.

A diretora de RH da Simpress, Daniela Santos, iniciou o debate com uma palestra sobre redesenho organizacional baseado em dados. Em seguida, um painel sobre liderança e gestão de pessoas na era da inteligência artificial (IA) contou com a participação de Juliana Moraes, diretora de pessoas e gestão da ViaAppia, e Gabriela Vicari, CEO do Instituto Itaqui, mediado pela editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira.

Redesenho Organizacional Baseado em Dados

Durante sua apresentação, Daniela Santos explicou um modelo desenvolvido ao longo de três anos, com foco em métricas como eixo central da estratégia. Ela é responsável por áreas como atração, educação corporativa, comunicação e saúde e segurança do trabalho, que, segundo ela, funcionam de maneira integrada quando fundamentadas em dados. “O RH deve falar a língua dos negócios”, destacou.

Para Daniela, a evolução da cultura de dados demandou uma mudança na postura do RH. “Gestores precisam acessar dados e tomar decisões tecnológicas para que o RH se concentre em discussões que realmente agreguem valor”, afirmou.

O processo de redesenho organizacional seguiu três etapas: no primeiro ano, foram definidos cinco valores inegociáveis e três comportamentos associados, validados com colaboradores. No segundo ano, a adesão a esses valores foi medida, e conteúdos foram criados para integrá-los à rotina das equipes. Neste ano, a empresa avança para decisões mais diretas sobre a permanência de colaboradores alinhados à cultura organizacional.

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Esse redesenho já resultou na primeira aplicação prática de IA da empresa, com um grupo multidisciplinar desenvolvendo ferramentas internas para análise de editais e padronização de processos, atualmente utilizadas em toda a organização. “A iniciativa não partiu do RH, mas sim de um grupo que identificou as necessidades do negócio”, explicou Daniela.

Desafios da Automação na Gestão de Pessoas

No painel sobre liderança e pessoas na era da IA, Juliana Moraes apresentou o modelo de gestão da ViaAppia, que conta com uma diretoria colegiada onde a área de pessoas participa ativamente das decisões. “A área de pessoas deve ser parte do negócio, não apenas ouvintes nas reuniões”, enfatizou.

Juliana também destacou que a automação de operações críticas deve ser acompanhada de uma avaliação cuidadosa dos custos envolvidos, pois a desativação de equipes pode ter consequências irreversíveis. “É fundamental metrificar o investimento ao substituir pessoas por agentes, pois isso altera completamente as regras do jogo”, alertou.

Gabriela Vicari reforçou que decisões de automação baseadas apenas em projeções de receita tendem a falhar. “Não há receita sem investimento”, afirmou.

Preparação de Lideranças para Transformações

Gabriela e Juliana concordaram que a preparação de lideranças para um cenário em constante transformação não deve focar apenas em conhecimentos técnicos, mas sim em repertório multidisciplinar e habilidades de comunicação. Gabriela, que coordena um programa de formação executiva, defendeu que um repertório amplo é mais valioso do que um treinamento técnico superficial.

Juliana também mencionou a dificuldade que muitos líderes têm em comunicar expectativas claramente. “Quando perguntamos qual é o problema central da organização, a resposta mais comum é a falta de comunicação”, observou. Para ela, o desenvolvimento de liderança ainda se concentra em fundamentos básicos de gestão.

A Importância dos Dados na Tomada de Decisões

Os casos apresentados convergem para um ponto central: a adoção de IA nas organizações depende mais da capacidade da área de pessoas em traduzir decisões em métricas de negócio do que da tecnologia em si. “É preciso apresentar fatos e dados. Essa é a principal batalha que enfrentamos dentro do RH”, afirmou Juliana.

Para Daniela, Juliana e Gabriela, a cultura organizacional deixou de ser um tema de discurso e se tornou um critério de avaliação e permanência na liderança, especialmente com o avanço da IA em processos anteriormente realizados por pessoas.

Fonte por: It Forum

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